Ela é daquelas que olha pro nada e pensa em tudo, tem um mundo só dela, um universo só dela, que guarda só pra ela. Ela é daquelas que deita a cabeça no travesseiro e esquece o hoje pra poder viver o amanha, porque sabe que o hoje daqui a pouco já é ontem, e sabe que só se olha pra frente depois que se esquece o passado, que sendo bom ou ruim não passa disso, é só o passado. Ela é daquelas que acorda, coloca a placa de já volto na porta da alma e vai ser feliz. Aprendeu a nadar conforme a maré, aprendeu que se a felicidade não abrir as portas pra ela quem se importa, sua felicidade não depende de nada nem de ninguém, nunca dependeu. Ela nunca precisou de motivos pra sorrir, ela simplesmente sorri, assim, no seu modo mais simples e ingênuo de ser… não é um disfarce pra tristeza, “rir pra não chorar” não faz parte da sua realidade, não é fraqueza, não é falsidade, é felicidade mesmo, felicidade sem motivo, sem razão, felicidade essa que ja faz parte da essência, da alma, felicidade no seu modo mais bonito de ser.